quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A bolsa-esmola de José Serra
Hoje deu no jornal Valor Econômico que, ao sair da cerimônia:
” … Serra foi abordado por dois meninos de rua. O governador, buscando simpatia, puxou conversa, perguntando para que times de futebol eles torciam. Só que Cainã e Caique foram cobrá-lo por uma promessa não cumprida: em uma visita a uma comunidade carente da Barra Funda, Serra garantiu aos garotos que lhes daria pipas e peões. Desconversando, Serra perguntou onde moravam, para envio dos presentes, e a resposta não poderia ter sido mais constrangedora: ” na rua, aqui na [Avenida]Rebouças, pertinho. Mora bastante gente lá ” . O governador sacou algumas notas do bolso, deu aos meninos e foi embora.”
Isso sim é bolsa-esmola, que não leva cidadania às crianças.
O que José Serra poderia ter feito SE TIVESSE política social:
1) Perguntar EM QUE ESCOLA estudam, se estavam inscritos em algum programa social, e se estavam precisando de alguma coisa;
2) Perguntar sobre a família deles, e se poderia fazer alguma coisa que eles precisam para resolver problemas de desagregação familiar, se for o caso;
3) Acionar, ali mesmo, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, para levantar o traseiro burocrático dos gabinetes com ar-condicionado, e fazer alguma coisa para tirar os meninos da rua;
4) Poderia acionar sua mulher, primeira-dama, presidente do Fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo, para praticar política social fora da DASLU.
A primeira-dama, Monica Serra (de óculos) fazendo política social na DASLU: em maio de 2008,
lançando a campanha do agasalho, na loja da DASLU, ao lado de Donata Meireles (uma das donas), com uma camiseta promocional da grife.
Um governador que tem delegação popular, autoridade e verba para resolver o problema de pelo menos duas crianças de rua, se omite e não faz nada, preferindo dar esmola, tratando crianças como mendigos, negando-lhes cidadania e inclusão social. Isso é José Serra!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
o homem roubado nunca se engana

Não foi fácil olhar aqueles rostos, lágrimas tentavam cobrir o vermelho que a fumaça trouxe.
Perder tudo é falar bobagem, perderam o pouco que tinham.
800 famílias.
Um terreno particular.
A justiça em ação, nesses casos ela funciona, o terreno vai voltar para o proprietário, que por tanto tempo nunca foi lá usar.
Tinha mais de 500 policiais.
Vai um grande salve pros bombeiros, que mesmo sem a água chegar, fizeram o possível para os moradores não perderem mais, muitos saíram passando mal intoxicados, também tinha uma equipe feminina da PM que veio trazer água pra gente e leite, lição de humildade em meio ao caos.
Comunidade Aldeinha
políticos O
pastores O
padres O
criminosos O
partidários O
Governador O
Senador O
Prefeito O
vereador O
deputado estadual O
Ong O
Familias 800
----x-x-x----
Comentário:
Acorda pra vida, senador!
O Governo Federal tem o programa Minha Casa, Minha Vida, a CEF (Caixa Economica Federal) tem recursos disponíveis e financia, depende só da Prefeitura arranjar terrenos e fazer sua parte.
Esse gente poderia esta indo para a casa própria, sem dor.
A prefeitura de São Paulo está nas mãos demo-tucanas de Kassab (DEMos/SP), obedece ao Serra, e não gosta muito de fazer programas onde aparece o governo federal.
Mas Senador do estado serve (ou deveria servir) para consertar essas situações.
Se subisse na tribuna e cobrasse publicamente Serra e Kassab, os colocaria em uma saia justa e os obrigaria a tomar providências decentes.
Só que um discurso desses não dá direito a 15 segundos no Jornal Nacional. O que dá os 15 segundos é seguir o roteiro traçado por José Serra (PSDB/SP) e falar mal do Sarney repetidamente pela milésima vez, improdutivamente. É o que fez Suplicy na segunda, enquanto a favela ardia em chamas.
sábado, 8 de agosto de 2009
A era de Aquário chegou
quarta-feira, 29 de julho de 2009
"O olho do consumidor"
Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do
SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que
pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos,
orientando o consumidor.
Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto
obteve uma liminar em mandado de segurança que impediu sua
distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério
(o link está "vazio").
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de
força, estamos distribuindo eletrônicamente a cartilha.
Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus
amigos e conhecidos.
http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf
sábado, 25 de julho de 2009
psdb é âncora
“Apesar do seu retorno aos holofotes a partir da instalação da CPI da Petrobras, Paes de Barros já trabalha com afinco visando às eleições de 2010. Segundo apurou ISTOÉ, em Mato Grosso, seu Estado, ele tem atuado ao lado de seu dileto amigo e fiel escudeiro, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), na tentativa de retardar ao máximo as obras do PAC na capital mato-grossense. A estratégia, definida numa reunião com caciques tucanos, é não dar um palanque forte para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Mato Grosso, que é uma das principais apostas eleitorais do PSDB em 2010.”
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Novo brasão para a cidade de São Paulo

A explicação do autor:
“Um novo brasão para uma velha cidade. No lugar do forte braço empunhando a bandeira da cruz de cristo, a figura simbólica do soberano que há décadas tem sob suas rodas uma cidade rendida, ofendida, poluída, esgarçada, suja, segregada, barulhenta, burra e, mais que tudo, congestionada. No lugar dos orgulhosos ramos de café, a pistola de combustível que alimenta os senhores das ruas e a impiedosa motosserra, sempre pronta para tirar a vida de qualquer coisa que atrapalhe o pleno domínio do tirano poluidor.
No lugar dos frutos do cafeeiro muitos cifrões, para que ninguém esqueça o que move as autoridades e os “especialistas” a serviço da carrocracia. Por fim, substituindo a coroa de torres há o que restou das antigas, belas e cada vez mais escassas árvores paulistanas, mutiladas e assassinadas à luz do dia ou na calada da noite, maltratadas pelos próprios órgãos públicos a despeito de serem um patrimônio coletivo de valor inestimável.
Igual ao antigo brasão, apenas o orgulhoso e ufanista lema de outrora, hoje ainda mais atual do que ontem: “Não sou conduzido, conduzo”, divisa perfeita para uma cidade que orienta suas políticas e ações em benefício dos interesses dos automóveis e em detrimento da sustentabilidade socioambiental da qual todos dependem. As árvores sobreviventes da Marginal Tietê começaram a desaparecer. Os lacaios da carrocracia estão sorrindo. A história não os absolverá” – Tiago Costa Nepomuceno